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Do Lago de Itaipu ao mar aberto: jovens de Foz enfrentam ondas e se afirmam na elite da vela nacional

Equipe do projeto ICLI/Velejar é Preciso supera diferenças técnicas e ambientais e conquista pódios no Campeonato Brasileiro de ILCA 6, no Rio de Janeiro.

Luana Kampmann

Luana Kampmann

05 de fevereiro de 2026
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Do Lago de Itaipu ao mar aberto: jovens de Foz enfrentam ondas e se afirmam na elite da vela nacional

Sair das águas calmas do Lago de Itaipu e encarar o mar aberto, com ondas, correntes e ventos mais intensos, foi o principal desafio enfrentado pelos atletas de Foz do Iguaçu no 32º Campeonato Brasileiro de ILCA 6 – Campeonato Brasileiro Interclubes (CBI), realizado no Rio de Janeiro entre os dias 8 e 15 de janeiro. Mesmo diante de um cenário completamente distinto daquele em que treinam, os velejadores do projeto ICLI/Velejar é Preciso voltaram para casa com resultados expressivos e reconhecimento nacional.

A competição abriu a temporada brasileira da vela e reuniu cerca de 90 atletas, incluindo velejadores olímpicos e nomes com experiência internacional, divididos entre as séries Ouro e Prata. Representando Foz do Iguaçu e o Paraná, a equipe iguaçuense participou com sete atletas e mostrou capacidade de adaptação e evolução técnica ao longo dos cinco dias de provas.

Para o diretor de esportes do ICLI, Ezequiel de Oliveira, o campeonato foi mais do que uma disputa por posições. “Foi uma competição de altíssimo nível técnico, com provas exigentes e muito aprendizado. Mesmo enfrentando condições completamente diferentes das que temos no Lago de Itaipu, os atletas conseguiram evoluir a cada regata e somar resultados importantes”, avaliou.

A participação no evento foi viabilizada com apoio da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer, Juventude e Melhor Idade, do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) e da Itaipu Binacional, principal parceira do projeto, que atua na formação esportiva e social de jovens por meio da vela.

O coordenador da modalidade, Fiori, destacou o desempenho da equipe frente às adversidades. “Eles tiveram que se adaptar rapidamente ao mar, algo que exige leitura diferente de vento e água. Mesmo assim, velejaram com qualidade e demonstraram maturidade técnica”, afirmou.

O técnico da classe ILCA, Darlei Lopes, explicou que a adaptação foi gradual. “Nos primeiros dias, o impacto do mar foi maior, mas os atletas conseguiram recuperar o desempenho ao longo do campeonato. Embora não tenhamos alcançado o primeiro pelotão da Série Ouro, os resultados na Série Prata foram excelentes, especialmente considerando o nível dos adversários.”

Os resultados confirmam o crescimento da vela iguaçuense no cenário nacional e reforçam a importância de projetos de base fora do litoral, capazes de formar atletas competitivos mesmo em condições geográficas desafiadoras.

Classificação final dos atletas:
Lohan Augusto Ferreira de Jesus – 3º lugar Sub-19 Masculino (Série Prata)
Thiago de Paula Camargo – 2º lugar Pré-Master Masculino
Lais Santos da Silva – 3º lugar Geral Feminino (Série Prata)
Eduardo Batista Nunes – 1º lugar Geral Masculino (Série Prata)
Guilherme Tifense Wunsch – 5º lugar Sub-19 Masculino (Série Prata)
Nicoly Sthefany das Chagas – 1º lugar Sub-19 Feminino (Série Prata)
Letícia Anahí Meyer Meza – 4º lugar Sub-17 Feminino (Série Prata)

Luana Kampmann

Luana Kampmann

Equipe de jornalismo do Acontece Foz