Guia desenvolvido pela UNILA incentiva população a monitorar plantas invasoras em Foz
Material gratuito ensina a identificar espécies exóticas invasoras e mostra como moradores podem colaborar com pesquisas ambientais na cidade.
Luana Kampmann

Um guia desenvolvido pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana está convidando a população de Foz do Iguaçu a participar do monitoramento ambiental de espécies vegetais invasoras presentes na cidade.
A publicação “Invasoras à Vista! Monitoramento Participativo de Plantas Exóticas Invasoras” foi lançada gratuitamente em formato digital e também começou a ser distribuída em colégios da rede pública municipal. O material integra o projeto de extensão Ecologia em Rede: Grupo de Estudos sobre Ciência Cidadã da universidade.
Coordenada pela professora Ana Alice Eleuterio, a iniciativa busca aproximar a pesquisa científica da comunidade e incentivar a participação popular na coleta de dados ambientais. “Os dados gerados ajudam no mapeamento das espécies invasoras do município e também permitem compreender como as ações educativas colaboram com o aprendizado sobre ciência”, explica a docente.
O guia apresenta informações sobre espécies exóticas invasoras encontradas em Foz do Iguaçu, como jambolão, leucena, cinamomo, lírio-do-brejo e capim-colonião. Essas plantas, originárias de outras regiões do mundo, conseguem se adaptar facilmente e se espalhar fora de seu ambiente natural, competindo com espécies nativas por espaço, água, luz e nutrientes.
Segundo os pesquisadores, esse avanço pode comprometer o equilíbrio ambiental e causar impactos na biodiversidade local.
Ciência cidadã e participação popular
O material também ensina como utilizar o aplicativo iNaturalist, plataforma gratuita utilizada para registrar espécies da fauna e flora.
Com o aplicativo, qualquer pessoa pode fotografar plantas encontradas em praças, parques, ruas e áreas verdes da cidade. A ferramenta utiliza inteligência artificial para sugerir a identificação da espécie, enquanto a comunidade de usuários valida as informações posteriormente.
Cada registro inclui localização geográfica e dados do ambiente, auxiliando pesquisadores no acompanhamento da dispersão das espécies invasoras e no planejamento de estratégias de manejo ambiental.
Além das orientações sobre o uso do aplicativo, o guia traz dicas de fotografia, informações sobre plantas tóxicas e um glossário com termos botânicos utilizados na identificação das espécies.
Projeto também chega às escolas
As ações do projeto já vêm sendo realizadas em parceria com instituições de ensino da cidade, incluindo o Instituto Federal do Paraná e o Colégio Agrícola, com atividades práticas de coleta de dados e formação ambiental.
Segundo Ana Alice, o objetivo é fortalecer a participação da comunidade nas pesquisas e ampliar a integração da universidade com o território. “Ao conhecer as plantas, aprender a identificá-las e coletar dados sobre elas, os cidadãos podem participar ativamente do monitoramento das invasões e contribuir para a solução do problema”, destaca.
Luana Kampmann
Equipe de jornalismo do Acontece Foz






