Itaipu promove alinhamento entre Brasil e Paraguai para ampliar combate à dengue
Reunião técnica organizou a segunda etapa de expansão do projeto Vigilância Ativa de Precisão na região da tríplice fronteira.
Luana Kampmann

A Itaipu Binacional, por meio do Grupo de Trabalho (GT) Saúde, promoveu na terça-feira (10) uma reunião técnica com profissionais envolvidos no projeto Vigilância Ativa de Precisão (VAP), iniciativa voltada ao monitoramento e à redução da infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
O encontro reuniu técnicos de Foz do Iguaçu e de Ciudad del Este e marcou a organização da segunda etapa de expansão do projeto, com foco no alinhamento das ações entre Brasil e Paraguai.
A reunião teve como principal objetivo analisar o território paraguaio para garantir que os dois países atuem de forma integrada, seguindo os mesmos critérios de avaliação epidemiológica e entomológica. A estratégia é considerada fundamental em uma região com intensa circulação de pessoas, como a tríplice fronteira.
Desde o início do VAP, a Itaipu já investiu mais de R$ 600 mil na iniciativa. Os recursos foram aplicados na capacitação de agentes de saúde, aquisição de insumos para armadilhas do tipo ovitrampas e na contratação de licença de software no modelo Software as a Service (SaaS), ferramenta que permite monitorar com maior precisão a presença do mosquito e orientar as ações de combate.
Os agentes de endemias de Foz do Iguaçu, que participaram do projeto-piloto, são responsáveis pela capacitação das novas equipes e pela organização da expansão do programa como contrapartida do município.
Além de Ciudad del Este, o projeto também está sendo implantado em Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu.
De acordo com a coordenadora técnica da Vigilância Ambiental de Foz do Iguaçu e gerente brasileira do projeto, Renata Defante Lopes, a reunião foi importante para definir os pontos de implantação das armadilhas no território paraguaio.
“O objetivo foi compreender o cenário paraguaio, como está organizada a divisão epidemiológica e entomológica, além de definir o funcionamento do sistema e os locais onde as armadilhas serão instaladas”, explicou.
Para a representante do Serviço Nacional de Erradicação do Paludismo (Senepa), Noelia Diaz, o alinhamento entre os países é essencial para o sucesso da iniciativa.
“Trata-se de uma ação de grande importância regional. Não interessa apenas ao Paraguai reduzir os casos, mas também a Ciudad del Este e a Foz do Iguaçu, considerando o intenso fluxo de pessoas na região da tríplice fronteira”, destacou.
Luana Kampmann
Equipe de jornalismo do Acontece Foz







