Petmóvel leva castração gratuita ao Bubas e reforça política de bem-estar animal em Foz
Ação no Porto Meira realiza 300 procedimentos em três dias e atende tutores em situação de vulnerabilidade
Luana Kampmann

A presença do Petmóvel no Centro de Convivência Francisco Bubas, no Porto Meira, transformou a rotina de tutores de cães e gatos nesta semana. A ação, iniciada na segunda-feira (2), integra a política municipal de bem-estar animal e garante castração gratuita como estratégia de controle populacional, saúde pública e combate ao abandono.
A mobilização, coordenada pela Diretoria de Bem-Estar Animal (DIBA), prevê a realização de 300 procedimentos ao longo de três dias, atendendo a região conhecida como Castra Sul. O cronograma contempla 200 felinos, entre machos e fêmeas, e 100 cães machos de até 10 quilos, todos selecionados a partir do banco de dados da diretoria, com prioridade para famílias em situação de vulnerabilidade.
Além de reduzir o número de animais abandonados, a iniciativa atua diretamente na prevenção de zoonoses, como a esporotricose, doença que exige atenção contínua do poder público. A castração é considerada uma das principais ferramentas para minimizar riscos sanitários e melhorar a qualidade de vida dos animais e da população.
Para os tutores, o impacto vai além do procedimento veterinário. O motoboy Lucas Antonio Evangelista, de 33 anos, levou o gato da família para castração logo nas primeiras horas do dia e destacou a importância da ação. Sem condições financeiras de arcar com o custo do serviço, ele vê no programa uma oportunidade de cuidado responsável. “É uma ação necessária, que ajuda os animais a viverem melhor e com menos sofrimento”, afirmou.
Lucas também relatou o vínculo afetivo com o pet e os benefícios emocionais da convivência. “Eles fazem diferença na nossa vida. O cuidado com eles reflete diretamente no nosso bem-estar”, contou.
Moradora do Porto Meira há mais de três décadas, Jocilene dos Santos também foi atendida pela ação. Tutora de nove gatos e dois cães, ela destacou a importância da chegada do programa à região. “Antes, essas ações não existiam aqui. O custo é alto e muita gente não consegue pagar. Isso evita que mais animais fiquem nas ruas e melhora a vida de todos”, relatou.
Para o diretor de Bem-Estar Animal, Wilson Batista, a iniciativa consolida uma política pública contínua e descentralizada. Segundo ele, o objetivo é alcançar todas as regiões da cidade de forma gradual, garantindo acesso ao serviço para quem mais precisa. “A castração é um ato de cuidado e responsabilidade. É uma ação que beneficia o animal, o tutor e a cidade como um todo”, destacou.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente organizou o cronograma anual dividindo Foz do Iguaçu em quatro regiões. A próxima etapa do programa está prevista para março, na região da Vila C (Castra Norte), seguida por Três Lagoas em abril (Castra Leste), Jupira em maio (Castra Oeste) e retorno ao Porto Meira em junho.
Em cada etapa, a previsão é liberar 300 vagas para castração, ampliando gradualmente a cobertura do programa e fortalecendo a política de bem-estar animal no município.
Luana Kampmann
Equipe de jornalismo do Acontece Foz







