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Turismo e carbono: debate iniciado no FITCataratas em 2007 volta ao centro das discussões internacionais

Tema pioneiro apresentado em Foz do Iguaçu ganha relevância global ao conectar turismo e sustentabilidade

Luana Kampmann

Luana Kampmann

29 de abril de 2026
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Turismo e carbono: debate iniciado no FITCataratas em 2007 volta ao centro das discussões internacionais

Uma discussão iniciada há quase duas décadas em Foz do Iguaçu volta a ganhar destaque no cenário internacional. Durante a Imersão Executiva para Líderes, promovida pelo Viaje Paraná, profissionais e empresários do setor debatem tendências globais, com ênfase na relação entre turismo e sequestro de carbono — tema apresentado pela primeira vez no Festival Internacional de Turismo Cataratas (FITCataratas), em 2007.

A reflexão surgiu a partir de um artigo científico apresentado no Fórum Internacional de Turismo do Iguassu, que questionava a viabilidade do ecoturismo em áreas destinadas a projetos de sequestro de carbono. O estudo, considerado pioneiro à época, abriu caminho para uma nova abordagem: a integração entre turismo e iniciativas de absorção de gases de efeito estufa.

A pesquisadora Jaqueline Gil, que conduz a imersão ao lado de Marta Poggi, destaca o caráter inovador da proposta. “A origem dessa discussão se deu no Festival das Cataratas em 2007. Hoje, quase 20 anos depois, o tema começa a ocupar posição central nos debates internacionais sobre sustentabilidade no turismo”, afirma.

Atualmente em fase final de doutorado na Universidade de Brasília, Jaqueline desenvolve pesquisas voltadas ao turismo de baixo carbono. Segundo ela, o setor ainda enfrenta dificuldades para reduzir emissões, mas possui grande potencial para avançar na ampliação dos chamados “sumidouros de carbono” — áreas capazes de absorver gases de efeito estufa.

Desafios e oportunidades

O estudo apresentado em 2007 já apontava que o ecoturismo pode ser desenvolvido em áreas destinadas ao sequestro de carbono, desde que haja planejamento adequado, baixo impacto ambiental e geração de renda para comunidades locais. A proposta também destacava o papel do turismo na fixação de populações e no fortalecimento do desenvolvimento sustentável.

Hoje, esse debate ganha novos contornos diante da urgência climática global. A possibilidade de o turismo financiar projetos de captura de carbono e, ao mesmo tempo, se beneficiar dessas iniciativas, amplia o papel do setor na agenda ambiental.

Ainda considerado um tema emergente, o turismo de baixo carbono começa a se consolidar como uma das principais pautas internacionais, reposicionando o setor não apenas como gerador de impactos, mas também como parte ativa das soluções para a sustentabilidade.

Luana Kampmann

Luana Kampmann

Equipe de jornalismo do Acontece Foz